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terça-feira, 16 de abril de 2013

Edson Prado Volta à Reportagem

Edson Prado Volta à Reportagem

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Para quem não conhece o Edson, eu apresento: é um repórter que fez algumas matérias para o blog (personagem do blog).

Hoje ele me trouxe uma matéria bastante curiosa sobre a minha cidade. Ele entrevistou algumas pessoas bastante sinceras que contaram a ele o porquê de Curitiba ser a cidade escolhida por essas pessoas.

Vamos ao texto:

Jornal do Blog

Entrevistamos três pessoas, cujas origens são respectivamente: Brotas, interior de São Paulo; Rio de Janeiro capital e Bonito, Mato Grosso do Sul.

Os seus nomes: João, Joaquim e José.

Os três foram unânimes ao dizer que Curitiba ainda é uma cidade em crescimento e com qualidade de vida. Perguntei se cabia mais gente e eles disseram que sim e, que se tiverem oportunidade, trarão irmãos, sobrinhos e pais para a capital do Paraná.

Perguntados sobre o motivo principal pelo qual deixaram as suas cidades, as respostas foram diferentes:

João, vindo do interior de São Paulo, disse que sonhava em morar numa cidade grande, tão grande quanto a capital de São Paulo, mas com menos problemas de locomoção e poluição. Disse que Curitiba é uma cidade para gente ambiciosa, que sabe dar valor ao que faz, e, com responsabilidade se chega onde se pretende.

Joaquim, vindo do Rio de janeiro, queria um clima ameno e um lugar mais seguro de se educar os filhos.

Pedi a ele que dissesse mais sobre o significado de um lugar seguro para se viver e ele respondeu (palavras textuais):

_Aqui a escola telefona para os pais dos alunos se eles chegam atrasados e pergunta se houve algum empecilho para que eles chegassem no horário, algumas escolas nos convidam para assistir a reunião com os professores mesmo que os nossos filhos sejam os melhores da classe; isso traz segurança à família.

José, vindo do Mato Grosso do Sul disse que queria progredir porque havia esgotado as possibilidades de crescimento na sua cidade, onde tinha uma pousada. Veio para investir no Paraná.

Perguntei sobre o que mais deixava saudade da cidade de origem.

As respostas foram:

João, São Paulo, disse que ao possuir o seu apartamento e a sua independência financeira, não poderia sentir saudades. Com o dinheiro que obteve na capital paranaense podia visitar Brotas quantas vezes quisesse, não tinha motivos para sentir saudade.

Joaquim, do Rio de Janeiro, sentia falta do papo furado, do ar condicionado no transporte coletivo e que, ao ver os filhos bem criados, esquecia a saudade e sentia-se feliz por poder proporcionar a eles uma boa educação em escola pública.

José tinha um quê de saudade no rosto e não negava que aos finais da tarde lembrava-se de Bonito, sem congestionamento no trânsito, a calmaria se fazendo e o sol se pondo de maneira especial. Bonito era um lugar para não esquecer, nem por todo o dinheiro do mundo.

Perguntei sobre as dificuldades enfrentadas para chegar até aqui e como essas dificuldades foram superadas.

João disse que a dificuldade estava em descobrir como o sistema da cidade funcionava e entrar nesse sistema havia sido o mais difícil. Segundo ele, a cidade funciona em grupos e, uma vez participando desses sistemas sociais, o caminho estava aberto ao empreendedor. A população é bastante receptiva ao saber de você através desse grupo social.

Joaquim disse que não encontrou dificuldade porque em todo o lugar existe gente de fora. Se, o curitibano é fechado para conversar, o outro cidadão que vem de fora, também quer se entrosar e assim se formam os grupos. Agora ele tinha o seu ambiente, independentemente do que o povo com raízes por aqui pensasse. Ele era um cidadão de bem e cidadãos de bem se encontram e se viram.

José disse que pensou na distancia a ser enfrentada em caso de arrependimento, ou, de malogro nos negócios. Ele era um homem equilibrado nas finanças e sentiu o conforto que a cidade oferece aos que aqui chegam para investir.

A entrevista prosseguia com João de laptop aberto, Joaquim muito feliz em poder conversar com alguém que tinha a sua origem na cidade e José tomando o seu chimarrão gelado.

Eu me incomodei com o laptop, que poderia tirar a atenção da entrevista e perguntei, até mesmo com o intuito de descontrair o João, o que havia de tão interessante no laptop.

Com toda a sinceridade ele respondeu:

_Estou recebendo informações sobre você. Coloquei o seu nome na rede e os meus amigos estão me contando de você. Você não imagina que agora sei o seu endereço e o seu telefone. Escreva o que eu disse, mas com exatidão.

Expliquei a ele que ele veria a matéria antes de ser publicada para que ele pudesse corrigir alguma má interpretação minha.

Ele me olhou e disse:

_Amigo, a entrevista eu dou, mas não quero que prejudique os meus negócios. Mostrarei a entrevista na rede e depois dou a permissão.

Pedi a ele que fosse in off, sem aparecer ao público que lê o jornal, para que a matéria não fosse lida antes de ser publicada. Ele concordou e postou a entrevista em janela anônima do Google no Linkedin.

Concordei porque é preciso conhecer essa nova população, que não sazonal, mas sim definitiva; são os nossos novos moradores.

Concluí que a nossa cultura deverá passar por transformações ao longo das próximas duas décadas. O inchaço populacional também é um fato a ser planejado com todas as características próprias dessa transformação que desde agora passa a fazer parte da nova realidade citadina.

Segundo ele, o papo terminou com um jantar de confraternização entre os convidados e ele mesmo num restaurante de comida típica italiana.

Gostei do texto e o transcrevo aqui, diretamente do Jornal do Blog.

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