Loading...
Loading...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Poema Contemporâneo

Poema Contemporâneo

clip_image002

O que deixei para amanhã,

Não sei se faço nem se tenho

Disposição ou vontade ou afã;

O que passou foi do meu tempo.

 

O raciocínio de hoje alcança,

Mas do futuro não sei o senho;

Desconhecido nessa vã

Contrariedade do arremedo.

 

E sei que fiz o açude e a cana,

Ou o que me coube no desenho

Da conjuntura fixa da ânsia

Desmesurada que desdenho.

 

A realidade impõe a façanha,

Acrescentando água ao terreno

Desenguiçado, na artimanha

De me sentir contemporânea.

8 comentários:

Luís Coelho disse...

Não sei se consegui entender/interpretar o pensamento/poema contemporâneo.

A vida e o tempo em movimento
Nada é e a nada nos podemos agarrar nem projectar. Tudo muda.

Célia Rangel disse...

Reformarmo-nos para a contemporâneidade! Um árduo trabalho!
Bj. Célia.

Artes e escritas disse...

Luís, o meu mouse estragou e o máximo que consegui com ele foi escrever o poema. :)) Volto assim que tiver mouse.Um abraço, Yayá.

mfc disse...

O tempo de hoje é o que conta... já que o de amanhã nunca o saberemos!

Artes e escritas disse...

O novo mouse aqui está, até daqui à pouco, Yayá.

aluap disse...

O futuro cada vez é mais incerto, mas se fizermos uma viagem no tempo sabemos que o que passou foi do nosso tempo, é certo. Mas tudo muda. Novas formas de vida relegam para a história o ditado “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”.

Um abraço de amizade.

Mona Lisa disse...

Vamos vivendo o dia a dia...o amanhã se verá!

Beijos.

Felicidade Clandestina disse...

tudo é tão breve às vezes...