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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Tanque de Tilápias

O Tanque de Tilápias

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Certa vez existiu, no interior do estado do Mato Grosso do Sul, um homem, que para sobreviver, comprou terras perto do rio Paraná para criar tilápias, peixes que se adaptam bem em tanques e se reproduzem sem maiores problemas vivendo fora do rio.

O negócio deu tão certo que logo ele teve que comprar caminhões refrigerados para o transporte desses peixes congelados às cidades.

João Carlos, chacreiro, e também vizinho do homem, cobiçou a sua propriedade com o tanque de peixes. Para adquirir a propriedade fez amizade com o dono, que se chamava João Célio. Conversa após conversa o assunto era peixe.

João Célio gostava muito dos tanques e contava o que sabia sobre a arte de viver de peixes de rio.

_Eu preciso construir um caminho melhor entre os tanques, o caminho feito serve, mas não é bom. O caminho dos tanques precisa ser aplainado.

O negócio dos peixes caminhava com o vento a favor e João Célio começou a pensar em comprar uma propriedade maior para vencer a demanda, tendo em vista que ele trabalhava com a capacidade máxima dos tanques e logo a possibilidade de expandir o negócio ia desaparecer.

João Carlos soube das intenções do empresário e o incentivava.

_Amigo, vou verificar entre os fazendeiros que têm propriedade nessa região, tem alguém que queira vender. Tem muito fazendeiro que vende a fazenda e monta um negócio na capital, Campo Grande.

A vontade de comprar o negócio do outro era tanta, que ele pesquisou noite e dia até encontrar o lugar ideal para os novos tanques do amigo.

João Célio ficou agradecido e ofereceu a compra do seu tanque para o João Carlos.

O amigo sentiu-se realizado com a compra cobiçada. O amigo ficara feliz e ele teria a chance de ser o dono de tudo aquilo que desejava ardentemente.

Não se passaram quatro meses, quando os fazendeiros da região entristecidos souberam do infortúnio. João Carlos morrera afogado no tanque.

Enquanto o padre rezava a missa, o seu amigo João Célio dizia:

_Eu disse que precisava fazer um caminho melhor entre os tanques. Eu tenho uma perna mais comprida que a outra e escondia o caminho que eu fiz para mim. Eu não queria que o amigo percorresse o caminho inclinado e então não o deixava pisar lá, mas sempre avisei. Avisei, mas ele não me ouviu.

10 comentários:

Elizabeth disse...

Antes de caminar ya eras camino Yayá. Bendiciones mujer de luz, amigade Dios.

Célia disse...

Há quem fale... mas nem sempre há quem escute!
Abraço, Célia.

Vera Lúcia disse...

Coitado do João Carlos! Sua cobiça acabou levando-o à morte.

Abraço.

Luís Coelho disse...

Quantas histórias como esta estão ainda por contar...?
Uns conseguem sucesso e outros a própria inveja os mata e afoga...

O homem que sabe ser homem trabalha e luta pelo direito e não pela inveja.

PauloSilva disse...

Quem tudo quer, tudo perde.
Um abraço.

Fatima disse...

Que coisa né!
Bjs.

Silenciosamente ouvindo... disse...

Pois é, foi mau negócio/má sorte...
Nem sempre queremos ouvir o que
nos dizem.Gostei
Beijinhos
Irene

Jesus te ama! disse...

QUE HISTÓRIA EM?!!! COBIÇAR O QUE É DOS OUTROS DA NISSO! BEIJO GRANDE NO CORAÇÃO ESTOU DE VOLTA E VOU PROCURAR SER MAIS PRESENTE POR AQUI ABRAÇO AMIGA

Marli Carmen disse...

Muito linda a história Bks

Elisa T. Campos disse...

Olho gordo tem sempre um final triste.
Pobre João Carlos.
Amei o seu texto.

bjs