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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Desfaçatez

Desfaçatez

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Desfaço-me dos cacos de vidro

Com luvas de borracha e vassoura,

Ignoro o que quebrou sem aviso

No esbarro inconsequente a essa louça.

 

Desfaço-me do preço embutido

No doce esparramado que ousou

Perder-se no chão claro do piso

E que a água cristalina levou.

 

Desfaço-me no esforço empreendido,

Liberto-me em cansaço e, repouso

No lar redescoberto ao dessiso;

Recanto de minh’alma que voou.

7 comentários:

Peônia disse...

Olá!
Vim aqui agradecer pelo comentário e por me seguir no Serendipity! =)
Vc disse que gostou dos poemas que posto; fiquei feliz e agradeço de coração.
Gosto de postar de acordo com meu universo interior e é muito bom saber que isso tbm faz alguém feliz de certa forma!
BjO!
Namastê!

Yayá é seu nome (apelido)?
Estou a seguir-te tbm.

Artes e escritas disse...

É o meu nome. Aconselhada por amigas blogueiras com experiência em blogs, coloco o meu nome. Abraço, Yayá.

Lena disse...

Olá,
Adorei. Pragmático o texto, rapidinho deu o seu recado e dos bons! Muito legal. Beijokas e com muito carinho. Sonhe com os anjos!

Luís Coelho disse...

Não sei o que é que se partiu. Quem ou quando se partiu.
Parece-me haver aqui uma resposta que se procura esquecer, lavar...
Pode acontecer haver alguma palavra ferida sem arte nem objectiva intenção

Bergilde Croce disse...

Seja no sentido concreto ou figurado faz bem desfazer-se de um modo ou de outro daquilo que se quebrou e que nao tem jeito de ser consertado.
Grande abraço,

Sem mais disse...

Bravo! Adorei.

Caroline K. disse...

Lindo! Hoje estou sentindo meu coração aos cacos. Não são de louça, mas preciso varrê-los e encontrar o repouso em minh'alma, tb. Um abraço. Parabéns. Carol.