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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Passeio

Blumenau Teatro Carlos Gomes

O Passeio

Adriane planeja o seu fim de semana. Escolhe um hotel pela propaganda. Ar condicionado, quarto com internet, televisão, frigobar, segurança nos corredores filmados, célula fotoelétrica automática, comando de todos os dispositivos com tomadas ao lado da cama. Varanda e piscina.

A cidade turística escolhida é a de Antonina, litoral do Paraná, e o objetivo é descansar. Paga as diárias antecipadamente e segue viagem. Uma paisagem bucólica, antiga, arquitetura colonial, um local agradável para o sossego.

Depois do suco de laranja na varanda na noite quente de mormaço, Adriane vai ao quarto, liga o som ambiente, pega o livro da mochila e recosta-se em sua cama.

É dia de festa. Duas grandes festas movimentam a cidade. As moças em trajes longos e esvoaçantes e os rapazes usam terno.

Da janela do hotel, Adriane observa a festa. Uma hora da manhã e o som da orquestra invade o quarto. Ela não adivinhava nada, quanto mais os bailes e a alegria jovem. Não leu e não dormiu. A diversão se fazia na cidade e ela conhecia o calor humano naquele dia. Um passeio diferente é válido. Afinal, saíra da rotina de qualquer modo.

Às cinco horas da manhã cessam os sons, os murmúrios. Adriane dorme.

Seis horas da manhã e os sinos tocam. O padre chamando a população para a missa. Os sinos acordam Adriane. Ela sai e caminha por entre os casarões, almoça e volta ao hotel.

Compra as passagens de volta à Curitiba. Volta com vontade de dormir na sua cama, o seu cantinho, tão seu. Voltará a Antonina em outras épocas, em busca de sossego. Foi um dos passeios mais divertidos, preenchidos de improvisos, que fez.

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