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domingo, 30 de janeiro de 2011

E a Copa? Seria Nossa… Poesia

Futebol.

Começo a sentir a torcida se agitar, é o futebol. Copa do Mundo. Todos com a camiseta verde e amarela. É a grande oportunidade para deixar a festa tomar conta da gente. Com moderação, com entusiasmo, com pipoca na frente da televisão. Hora de festejar e soltar os instintos porque a festa está aí.

Assisto os jogos da seleção. Ligo o despertador e levanto de madrugada. Está frio, passo café. Acordo a casa inteira quando tem gol. Não choro na derrota. Critico todos os jogadores e o técnico também. A sorte é que ele não me escuta quando eu digo...(rime com o que quiser).

Descarrego nacional, sortilégio federal. Amor , diversão e arte nos dribles. Comentários estapafúrdios são os meus preferidos. A festa nas ruas e, aquelas lágrimas de quem perde o jogo. Será uma reação natural?

Os enfeites nas casas, edifícios, praças e ruas. A decoração agora é essa. O meu café e as minhas mãos se esfregando uma na outra. Meus pés chutando a mesa junto com o jogador que bate a falta.

Minha posição de campo é qualquer uma. Eu não jogo mesmo. Reparo nos cabelos dos jogadores. Sempre tem um mais exótico, um mais certinho.

Vejo o jogador desbocado levando cartão amarelo. A mãe do juiz não joga e não julga. Penalidade máxima. Se o nervosismo não atrapalhar, aquele...centro-avante ou zagueiro, aquele lá, que enxugou o suor com a manga da camisa. Eles suam muito, que vontade de jogar!

Vou pegar a lã e tricotar. Tomo cuidado para não perder os pontos. Os pontos da agulha. Os pontos do jogo o locutor me diz. Cadê aquela corneta para agitar um pouco mais a madrugada?

É tão gostoso ouvir o barulho dos prédios em dia de jogo. Tem torcedor que pede refrigerante e põe gelo. Eu escuto a gritaria. Falta contra o nosso time. Que canelada, seu perna-de-pau! É o máximo que eu sei dizer.

Que venha o futebol, que a chaleira está no fogo!

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