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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Crônica do Avesso

clip_image002 Crônica do Avesso Literário.

Ouço a música Esses Moços de Lupicínio Rodrigues. A frase: “Eles não sabem o que eu sei”. Eles não sabem que a cultura é livre e que não se aprisiona. Assisto palestras. O projeto da universidade para o escritor fracassou. O projeto para sindicalizar o escritor já é visto como outro fracasso. Por quê? Porque a cultura não vem das elites e não vêm dos sindicatos, ela permeia a sociedade.

Os escritores não pertencem a um partido político ou religião. Eles não escrevem por dinheiro, embora as encomendas pagas existam e são pagas antecipadamente.

Os escritores guardam os seus arquivos organizados e aguardam os acontecimentos. Eles são inteligentes. A mudança é contínua nas editoras. Um dos livros mais vendidos foi “O maior vendedor do mundo”. Eu ganhei esse livro de presente e não li.

Os escritores escrevem sem saber que tudo pode acabar de um minuto para o outro independentemente da vontade deles. O escritor-bomba não existe, existe o escritor que deseja acabar com o espaço do outro escritor porque é incapaz de escrever um bom texto. Existe a editora que fecha o espaço pela inexistência de colaboradores.

A omissão não é um dos meus pontos fracos. Não sabemos como é a cultura em vários países, sabemos que a nossa cultura merece respeito. Atravessamos um momento cultural riquíssimo e controverso.

A condução cultural é válida para as aulas colegiais, onde se aprende os clássicos da literatura. A cultura é viva e pede mais. Pede que saibamos compreender as formas diferentes de expressão oriundas das diversas camadas sociais. Pede, também, que não deixemos o escritor terrorista à vontade.

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