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domingo, 30 de janeiro de 2011

Carta Fúnebre - amenizo a dor com a imaginação.

Carta Fúnebre

Eu ouvi e não acreditei quando me disseram que, Sírio um dos amantes de Sara havia combinado o crime e foram advertidos para que não o fizesse. Jorge Jesus, homônimo do técnico português, havia pedido para que desistissem, mas foi ignorado. A cobiça de Sara foi a de costume e os gozos do seu amante os persuadiram a prosseguir.

Os seus ferimentos pelo corpo foram ignorados, os seus pedidos para que o viessem buscar e as suas esperanças foram alijadas, as minhas palavras foram inúteis. Se não fosse por Jorge Jesus, não sei se teria suportado. Jorge Jesus pediu-me que para o resto dos meus dias tomasse cuidado com Sírio e Sara, pois eles amam o derramamento de sangue, os sanatórios e o sofrimento.

Se eu tivesse como te tirar daquele inferno, certamente o faria. A mãe de um policial pediu algumas informações ao seu respeito e como essas eram irrelevantes, eu forneci. Ela avisou o filho sobre os seus ferimentos e da falta de perícia do IML.

Ouvi de Jorge Jesus, duas semanas antes, que toda a persuasão usou para que não prosseguissem, mas a sedução de Sírio e o dinheiro de Sara tudo consegue. Jorge Jesus pediu-me que eu fosse novamente te ver antes da noite cair, ele sabia antecipadamente o que ocorreria. Agora fico com as orientações de JJ para evitar confrontos desnecessários com esses bandidos de cabala.

Dessa vez não deu para ajudar! Minhas desculpas.

Assinado: mulher de Zaqueu.

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