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domingo, 16 de maio de 2010

Silêncio no Feriado.

Marina, estudante universitária de Maringá, 23 anos, alta, cabelos pretos lisos compridos, gosta de passar uns dias em uma pousada em Mandaguari, uma cidade que fica a 30 km de distância. Sua tia Lícia, 48 anos, divorciada, decidiu ir junto neste feriado de sete de setembro de 2006. A pousada é em uma fazenda, tem uma casa de madeira de dois andares com os quartos no andar superior e um restaurante no pavimento térreo com varandas adornando o ambiente. Na fazenda existem cavalos para a montaria, trilhas para caminhadas, um lago para pescarias e piscinas naturais. Elas chegaram às seis horas da manhã do dia sete de setembro, o dia estava bonito e as duas fizeram atividades ao ar livre o dia inteiro. Lá pelas oito horas da noite jantaram e foram se deitar porque estavam exaustas. O silêncio era grande e elas dormiram logo. Quando Marina acordou eram sete horas da manhã do dia oito. Ela se espreguiçou e olhou para a cama ao lado para ver se a tia já havia acordado. Para surpresa sua, a cama da tia estava arrumada e ninguém estava no quarto. Marina se levantou, tomou um banho rápido e desceu para encontrar a tia. No restaurante ela soube que a tia pegou um cavalo na noite anterior e sumiu na estrada que dá acesso a pousada, galopando. Marina ficou atônita com a notícia e pediu para fazer uma busca nos arredores. O responsável pela pousada, o Sr. Manoel ofereceu a sua caminhonete e disse que iria junto porque ele conhecia a vizinhança. Marina aceitou prontamente a oferta. Foram-se os dois procurando em todos os lugares conhecidos pelo Sr. Manoel sem descobrir nenhuma informação sobre a tia Lícia e o cavalo. Após a busca infrutífera, resolveram voltar para a pousada por um atalho. Pelo atalho eles chegariam mais rapidamente até a pousada, e lá pegariam um documento da tia Lícia e o levariam para avisar as autoridades sobre o sumiço dela. No meio do caminho avistaram o cavalo amarrado em uma jabuticabeira e a tia Lícia sentada encostada na árvore. Pararam o automóvel e correram até a tia Lícia e perguntaram sobre o acontecido. Ela respondeu que precisava de um momento bom, sem gatos ou ratos, disse que não queria dar explicações. Pediu também que eles voltassem para a pousada e que a aguardassem. O Sr. Manoel, calmo, achou melhor concordar com ela. No fim da tarde Lícia chegou à pousada dizendo que estava bem, que não iria mais fugir com o cavalo e que ninguém lhe perguntasse nada. Nos outros dias em que elas permaneceram na pousada a tia Lícia se comportou normalmente, disposta, alegre, como se nada tivesse acontecido de diferente. Marina obedeceu porque foi educada a não questionar os mais velhos, e as duas voltaram para casa sem tocar no assunto. Marina calada olhava para a tia curiosa e a tia pegou um livro para não ter assunto.

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